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domingo, 24 de julho de 2011

Não se pode errar nem na parada (dos boxes).


A Fórmula 1 já não é a mesma! É o que falamos nós brasileiros desde aquele 1° de Maio que todos queremos esquecer quando o nosso maior representante se foi. Maior não em campeonatos vencidos à época mas pela grandiosidade que o cercava em termos de pilotagem e resultados. Nos últimos anos vimos os alemães se tornarem grandes campeões ou vimos de perto um alemão multi campeão e agora vemos um novo alemão campeão assombrando as nossas manhãs de Domingo. As equipes vão se alternando entre entrantes e ficantes neste circo da F1 que a cada ano coloca um novo produto ou serviço nos carros ou nas transmissões. Importante ressaltar que estes produtos (fibra de carbono, freio ABS, célula de sobrevivência, etc) vão sendo incorporados aos carros de passeio (os mais caros, é óbvio!) e depois de muitos anos são inseridos nos automóveis mais comuns quando estes produtos já estão em escala de produção. Este ano estamos vendo um alemão “voando baixo” como se diz na gíria automobilística e ganhando todas as corridas ou quando menos subindo ao pódio para tomar seu Champagne Mumm (ela custa a bagatela de R$ 3999,99 cada garrafa de 3 litros e se você decidir levar a segunda garrafa o preço por unidade cai para R$ 3949,99 – que decontaço!). Hoje no grande prêmio da Alemanha em Nurburgring vimos a equipe Ferrari do nosso Felipe Massa dar suporte aos seu plano de corrida e fazer tudo certo durante quase toda a corrida com trocas de pneus em tempos mínimos, o que deu ao nosso piloto a chance de recuperar posições perdidas já na largada. Tudo certo até que... (aquela pausa silenciosa e inquietante).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dicas para conduzir eventos Lean na sua empresa


Em muitas oportunidades temos que conduzir eventos Lean na empresa e aqui vão algumas dicas importantes que poderão te ajudar nesta tarefa.

1- Comece o evento com alguma dinâmica de grupo. Isso é importante, pois atua no campo do lúdico levando as equipes a uma descontração natural e ao mesmo tempo aquece o cérebro dos participantes.

2- Apresente uma agenda para o grupo contendo os horários de cada etapa e as paradas para café. É muito importante que o grupo perceba que o evento está bem organizado e tem regras.

3- Lembre-se que como facilitador você deve atuar para que todos se sintam ativos e participantes na solução de um problema. Pedir sugestões daqueles que estão mais calados e não deixar que apenas um participante atue é importante já desde o início. Não busque envolvimento apenas, mas o comprometimento.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quando a equipe (ou o colaborador) não pega nem no tranco...


Outro dia conversava com um amigo sobre generalidades e é nestas horas que surgem as conexões entre o lado pessoal e o trabalho. Pode parecer piada mas no trabalho falamos do lado pessoal e fora dele (do trabalho) falamos nele (o trabalho). A vida é assim mesmo...Ele me dizia da incapacidade de fazer toda a equipe se integrar com foco num só objetivo que à princípio parece ser incapacidade do líder em fazer isso acontecer. Nem sempre!


Manter a equipe motivada nem sempre é fácil, mais difícil ainda é fazer todos sonharem o mesmo sonho. Cada um de nós tem seus sonhos próprios e sua vontade de direcionar a carreira de forma diferente. Pense naquele profissional que faz muito bem as suas tarefas mas que não vai além disso. Não se empolga com qualquer atividade e sequer pensa em sair do patamar onde está. Pensou? Para os tempos de hoje pode parecer quase inaceitável, mas olhe na sua empresa e veja se existe este personagem. Com certeza tem! E aquele que faz tudo certo mas direciona os resultados voltando-se para seus objetivos pessoais (às vezes conflitantes com o foco da empresa ou da gerência ou até da supervisão)? Dá para enumerar vários exemplos que tomariam estas páginas e este não é o objetivo maior. O foco aqui é em esclarecer que muitos fatores são empecilhos para a substituição de alguém que não se encaixa “exatamente” no perfil de trabalho desejado, em alguns casos estas divergências só aparem tempos depois que o colaborador (agora nem tão colaborador) começa a demonstrar os seus sonhos ou vontades. Administrar todo este conjunto não é fácil. O bom desempenho demonstrado serve como âncora para aquele círculo: ouvir, treinar, motivar, criar novas perspectivas, etc. Tudo isso seria feito pelo próprio “chefe”, o que torna tudo um pouco mais difícil. Em muitas empresas não é tão fácil passar por todo este processo de uma forma rápida e eficaz. Número reduzido de pessoas, muitas tarefas a serem executadas, falta de capacidade técnica, são apenas alguns aspectos que devem ser considerados como empecilho a um resultado rápido. Há ainda que se considerar que o próprio colaborador tem uma dificuldade de mudar seu comportamento (mudança é algo que todos nós concordamos porém somos muito mais de ficar do jeito que está e esperar para ver no que vai dar).

Já nas grandes corporações estes mesmos fatores seriam tratados de uma forma um pouco diferente onde profissionais especializados fariam todo o trabalho de recuperação daquele colaborador perdido ou eles seriam descartados e substituídos com mais facilidade dando oportunidade a outro.

Qual o certo ou o errado neste jogo? Insistir na recuperação ou simplesmente descartar? O que se perde e o que se ganha? Sob a ótica do desenvolvimento humano, todos têm algumas chances de recuperação ou re-integração e aí entra em jogo o tempo que é implacável e imbatível nesta jornada. Investir pode consumir boa parte do tempo que já é escasso. Certamente é uma vitória dupla quando há re-integração ou re-alinhamento de direção ou foco. Tem-se o sabor amargo do recomeço sendo adocicado suavemente, dia após dia, até o ponto certo em que podemos provar novamente com deleite as iguarias dispostas em nossa mesa. Uma vez compreendida a lição, tudo o que devemos fazer é celebrar as novas conquistas em grupo. Há, porém, um lado sombrio e muitas vezes frio que é a demissão (às vezes mais doída para quem demite do que para quem é demitido...). Insistir deve estar relacionado há um tempo específico e a uma conversa franca com o colaborador para que já neste princípio haja uma orientação clara sob o ponto de vista do administrador. Não estou falando de ameaça sob qualquer hipótese! Estou falando de conversar abertamente deixando alinhadas as novas perspectivas e expectativas para que o foco surja novamente. Nem sempre esta conversa é tão fácil quanto escrever sobre o assunto.

Para fazer funcionar um carro com falhas de motor de arranque certamente precisamos empurrá-lo caso contrário ele não vai sair do lugar, porém é muito importante que na primeira oportunidade levemos este carro a uma oficina para seu reparo, caso contrário, na próxima vez que tivermos que parar, vamos precisar empurrá-lo novamente e isso não é nada bom pois provoca desgastes físicos e emocionais que só tendem a piorar a situação. É bem melhor parar na oficina e fazer o reparo.

Na sua empresa isso não acontece? Nunca aconteceu? Ou será que você estava distraído enquanto tudo isso ocorria. O mais importante é tomar a decisão o mais antecipadamente possível para que o desgaste inicial não torne a ferida incurável.

Bom... e se ele (o carro) não der reparo? Então é melhor partir para outro seja à vista ou financiado.

Boa Sorte na sua próxima aquisição.