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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Em terra de cego quem tem um olho é rei!



Quem de nós já não ouviu esta frase? Quem de nós já não se viu em uma situação em que, por conta de alguma vantagem (no bom sentido, é claro), chegou em uma posição privilegiada, obteve um resultado positivo ou conquistou um cliente. Saber usar as ferramentas disponíveis e as suas habilidades não é pecado.


Lembro da história do vendedor de chinelos que foi destacado para uma região e pouco tempo depois desiste e quer voltar para a matriz pois as suas vendas diminuíram muito. Ele alegava que o povo daquela nova região andava descalço e ele não era capaz de fazer o mesmo volume de vendas e sua comissão estava então menor. Vários vendedores passaram por aquela situação e todos desistiam muito rapidamente. Contrataram um novo vendedor e ainda no processo de treinamento informaram sobre as condições da população, seus costumes e a dificuldade de se concretizar uma venda. A sua primeira ação foi perguntar qual era a população daquela região e quais recursos ele tinha para efetivamente concretizar as vendas. Passados os números, o supervisor decide perguntar o porquê daquela empolgação toda. Ele respondeu que era a primeira vez que tinha 100% dos clientes como público alvo e pegando sua mala já começou a fazer seus planos de vendas.

A forma de se observar um problema ou uma determinada situação é tão importante quanto a possível solução. Às vezes confundimos oportunidades com barreiras e isso é limitante. Procure observar a situação de uma forma holística e busque soluções para os problemas e não problemas para as soluções.

Quer saber o final da história dos chinelos? O vendedor trajava-se de forma impecável mas sempre usando os chinelos, contratou pessoas do local para fazer parte de sua equipe de vendas e todas usavam os chinelos. Por similaridade os moradores da região passaram a comprar, ainda em pequenas escala. A situação começou realmente a ficar melhor quando pessoas muito conhecidas pelos moradores passaram a usar os chinelos. Daí por diante fica para a imaginação de cada um.

Pense nisso antes de criar barreiras desnecessárias para o seu caminho.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Prepare-se! A próxima oportunidade pode ser sua.



Quem de nós não almeja uma posição melhor na empresa? Todos queremos crescer e poder demonstrar a nossa capacidade de assimilar novos caminhos e apresentar resultados mas estar preparado é fundamental. Uma promoção inesperada de um colega de trabalho pode criar diversas oportunidades na empresa. Tudo bem que não devemos viver a vida fazendo planos para tudo porém dar uma olhadinha ao redor para reconhecer o ambiente, também não custa nada.

Em quase todas as suas entrevistas atletas profissionais de sucwsso relatam que durante muito tempo tempo treinaram uma determinada jogada, um arremesso, uma cobrança de falta, etc e esse é o caso de Zico, jogador de futebol e de Oscar Schmidt, jogador de basquete. No lado empresarial temos histórias que vão de Edson e suas inúmeras tentativas para chegar à invenção da lâmpada à Steven Jobs que buscava conhecimentos que mais tarde lhe proporcionaram desenhar desde as letras que seriam usadas como fonte para os processadores de textos até desenvolver produtos inovadores como os "I's" da Apple.

Uma oportunidade deve ser observada com os olhos do entrevistador ou avaliador e não com os seus. Saber quais são as necessidades daquele cargo e, se possível, qual a principal exigência para aquela posição em aberto. Fazendo assim você terá uma leitura verdadeira da necessidade  para aquela vaga. Estar preparado é sua responsabilidade. Caso o resultado não seja o esperado, reavalie e compare o que foi pedido e o que você apresentou.

Você contrataria um zagueiro para jogar de atacante?
Provavelmente não!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Quando o líder deve sair de cena?



Na nossa fase pré adolescente precisamos demonstrar para nossos pais e amigos as nossas competências e forças, isso faz parte do processo de desenvolvimento do ser humano. Passamos a responder pelos nossos atos e nos tornamos mais independentes a cada dia. Na liderança não deve ser diferente! No entanto existe uma grande diferença entre estes dois casos: na adolescência normalmente a competição é a nosso favor pois nossos pais têm o mesmo objetivo que nós e normalmente nos apoia; no trabalho as coisas podem ser um pouco diferentes...

A competição do dia a dia no trabalho, vez ou outra, nos tira um pouco o sentido da nossa existência que é viver em grupo (equipe), interrelacionar com outras pessoas e grupos para o crescimento comum e assim essa competição nos faz tomar atitudes que contrariam essa nossa própria essência. Um verdadeiro líder deve saber interpretar estes sinais para que não se deixe influenciar por estas mazelas e assim permitir e apoiar o crescimento de sua lideranca e isso não tem só a ver com emporwement, tem a ver com o crescimento e desenvolvimento de profissionais que mais tarde serão os novos lideres da empresa. Uma coisa nem sempre está diretamente relacionada à outra apesar de algumas semelhanças. Ter o poder não significa capacidade de apresentar soluções.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Quer estudar nos EUA?



Certamente que você já pensou ou ouviu alguém falar em fazer intercâmbio em outros países, certo? E em estudar em uma faculdade no exterior? Ter um diploma de Harvard ou do MIT parece ser um sonho distante, não é? Para ter este direito você tem que ser um gênio entre todos de sua turma, um QI altíssimo e ter muita grana para bancar os seus estudos. Nada disso! Você tem que saber como fazer para chegar lá e chegar bem “na foto”. Certamente que você precisa ter um bom nível de comunicação na língua do Tio Sam (leitura, escrita e conversação) e muita vontade de estudar lá.

Achei um arquivo bastante interessante na rede sobre quase tudo o que é necessário para que este seu sonho se torne uma realidade. Foi escrito por Leonardo Pereira Stedile, de 19 anos aprovado ano passado pela Universidade de Princeton onde pretende se formar em engenharia, para ajudar outros estudantes brasileiros a entrar nas universidades americanas. Leonardo escreveu uma espécie de manual explicando detalhadamente todo o processo de seleção e este manual pode ser baixado na íntegra através do link abaixo.

Faculdade nos EUA

Nele você encontrará dicas excelentes que vão desde os pré-requisitos como quanto custa, o processo de bolsas de estudo, os mitos e verdades sobre este assunto, como estudar, a redação até o processo de entrevista que ocorre durante a seleção do futuro estudante. São dicas muito importantes para qualquer candidato. Se você é inexperiente e desconhece o “caminho das pedras”, não vá pisar na lama. Faça o download do arquivo e comece já a leitura. Se você já tem algum conhecimento ou já viveu esta experiência, leia e colabore enviando suas dicas ou sugestões para que este manual fique cada vez mais abrangente e atualizado.

Boa sorte, ou melhor, Good Luck!!!



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Eu acredito em VOCÊ mesmo que você não acredite em mim.


A vida dá muitas voltas e na gestão de pessoas temos a oportunidade de partilhar situações como esta que passarei a relatar. Começo este “causo” pelo fim ou talvez pela última frase que proferi naquele dia em que liguei para um amigo que estava desempregado para lhe oferecer uma nova oportunidade...

Quando iniciei minha carreira na década de 80 na aviação conheci um profissional muito competente que me ensinou boa parte das técnicas que utilizei até recentemente e este, por desventuras da vida, acabou por sair da empresa e buscar novos rumos. Tempos mais tarde (15 anos) procuro por ele e ao telefone descubro que está desempregado a quase cinco anos. Conversamos bastante e notei que a vida estava difícil mesmo para ele! Desmotivado por problemas pessoais e financeiros e já sem muita esperança em retornar ao ambiente de uma empresa.

domingo, 5 de julho de 2009

Treinamento - Meu professor de Inglês

Ontem morreu meu professor de Inglês!!! Falei para a minha filha logo cedo no dia 26 de Junho de 2009 enquanto a levava para a escola onde cursa o ensino médio. Esta postagem que você está lendo agora pode até parecer exagerada, mas é real e está diretamente relacionada a treinamento, crescimento e vontade de sair da zona de conforto na busca de novas oportunidades.
Se atualmente as escolas públicas não possuem em seu currículum a Língua Inglesa como uma ferramenta de formação, imaginemos no início da década de 80. Naquela época mesmo os mais abastados sequer tinham tanta variedade de cursos de língua como temos hoje. Com as escolas públicas e particulares sem uma dedicação ao ensino de língua estrangeira e com poucos e caros cursos para esta formação, qual seria a saída? Professores particulares custavam uma fortuna e poucos tinham acesso a eles. A saída foi arrumar um professor ou professora que ia à minha casa quando eu estava lá e ainda ficava à minha disposição quando eu estava de folga! Não me chateava com exercícios que eu não conseguia resolver de primeira e tampouco mandava bilhetinhos para a minha mãe dizendo o que fiz ou o que deixei de fazer. Eu achei este professor quando senti a necessidade de aprender Inglês como um diferencial para conquistar as namoradinhas da época e isso eu devo a um amigo meu que estudava num daqueles poucos e caros cursos de Inglês que existiam na cidade.

Certo dia ele me falou que chamava a atenção das garotas o fato dele falar Inglês e olha que ele era um daqueles amigos bonitões que tem em toda turma de amigos. Eu que era “simpático”, com uma orelha mais aberta e a outra certinha e outros “adjetivos” que não me levariam a arrumar uma garota sequer; decidi que aprenderia Inglês na tentativa de melhorar o meu resultado diante de minha turma de amigos.

No início dos anos 80 um jovem negro de voz aveludada e corpo longilíneo lançou um álbum que vinha com as letras das músicas em seu encarte. Bingo! Essa é a minha chance, pensei. Corri na loja de discos e comprei o Long Play (ou LP) dele. No mesmo dia comecei a ouvir as músicas e acompanhar as letras do encarte e isso virou uma rotina: todo o tempo disponível eu me dedicava a ouvir e tentar cantar as músicas daquele LP. Era por demais agradável ouvir aquele disco e em alguns casos tentar fazer os passos que aquele cantor criava. Bastava ligar a TV que lá estava ele cantando e dançando o tempo todo, era levantar e mudar de canal (na época poucas TVs tinham controle remoto) para assistir um videoclipe daquele astro pop.

Tudo estava indo bem mas apesar de cantar as músicas “igualzinho” ao cantor, muitas palavras não eram compreendidas e a música agradável não fazia o menor sentido. Bingo! Caiu em minhas mãos o famoso dicionário Inglês-Português/Português-Inglês que tanto me ajudou a compreender melhor o que cada frase daquele LP queria dizer. Passei então a adotar um critério que me ajudou nesta formação: eu ouvia uma música por duas vezes, lia a letra desta música como se estivesse lendo um texto qualquer, buscava as palavras que não conhecia para saber o seu significado e a pronúncia “quase certa” e por último botava para tocar de novo e cantava junto. Era o máximo! Meus pais cuja formação escolar não passava da quarta série primária, ficavam admirados da minha capacidade de aprender uma língua estrangeira sem professor. Na escola técnica eu quase cheguei a ser dispensado das provas de Inglês porque tirava 10 em todas. Era tudo muito legal e as meninas começaram a me pedir para traduzir letras de músicas de outros cantores e cantoras da época e isso me aproximava muito delas. Os amigos da turma ficavam me olhando com um ar de inveja e descontentamento e eu começava a perceber a vantagem de ter treinado muito para poder fazer aquilo da forma correta e no momento que era preciso.

O meu método de estudo, minha dedicação e treinamento me proporcionaram tempos mais tarde fazer uma prova de Inglês e entrar num nível muito acima do que a grande maioria dos meus colegas conseguiu, lembro bem que fui chamado para uma segunda avaliação no cursinho porque a minha nota me posicionava no livro 8 de uma série de 12 livros. Voltei para casa feliz da vida e cantando as músicas do meu professor. Durante muitos anos passei esta “metodologia” de treinamento para algumas pessoas que conheci e que tinham vontade de aprender uma língua estrangeira não sei se por falta de um professor ou se pela facilidade de ter tantos hoje em dia, alguns destes amigos começaram e pararam seus treinamentos e buscaram os cursinhos.
Na época eu não parei...
Ah... e não faltaram garotas para eu namorar e traduzir as letras de música para elas.


Thank you, Michael Joseph Jackson, I hope you rest in peace!