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domingo, 19 de setembro de 2010

O “Jeitinho” (BOM) Brasileiro: mais um texto para refletir.


 Na postagem anterior falamos sobre um lado que não é tão bom de comentar sobre nós mesmos (mas que não podemos fechar os olhos para esta realidade): o “Jeitinho” Brasileiro quando deixamos de cumprir regras, leis e acordos ou usado malandramente (no mau sentido). Neste artigo vamos nos ater a outro prisma que é quando, este mesmo Jeitinho nos coloca em posição de destaque diante das mais diversas situações a que somos submetidos. Então vamos lá!

Alguns dos nossos muitos predicados são:


CRIATIVIDADE (não é uma característica de um povo específico): dada a nossa falta de recursos acabamos por desenvolver soluções de baixo custo, porém de eficácia ímpar. Normalmente nos países mais desenvolvidos estas soluções se dão pala implantação de processos automatizados e de custo elevado, o que não quer dizer que não seja um processo criativo absolutamente, porém conseguimos ir um pouco além quando se trata de criatividade. Atualmente os grandes líderes da ONU são escolhidos dentre países menos desenvolvidos pelo fato das contribuições nas soluções serem adequadas economicamente (baixo custo e eficácia alta). É de fato uma característica nossa sermos criativos e apresentarmos soluções rápidas aos problemas que surgem à nossa frente.

                                                   


Aqui cabe todo o mundo!
SOCIABILIDADE: conseguimos deixar passar claramente esta nossa virtude quando nos relacionamos com outros povos. É certo que em alguns casos passamos da conta, mas certamente temos uma boa vontade gratuita que não se vê em países da Europa. Um dos fatores que mais contribuem é dado a nossa diversidade cultural que advém da nossa colonização e miscigenação através dos tempos. Pense em um povo que se formou e ainda se relaciona com índios, portugueses, holandeses, americanos, africanos, italianos, japoneses, chineses e por aí vai. Temos as maiores colônias de outros povos em nossas terras e toda essa mistura, acrescida de um tempero tipicamente nacional, nos dá uma maleabilidade única quando temos que nos relacionar interna e externamente com grupos de pessoas de raças diferentes da nossa. 

Diversidade
DIVERSIDADE: é atualmente a palavra de ordem em muitos países desenvolvidos. Há uma necessidade de se entender, aceitar e se desenvolver culturalmente diante de tanta informação trazida à força pela Globalização e os investimentos nesta área são enormes e a longo prazo. Por muitas razões a mão de obra especializada passou a vir de outros países e em grande quantidade e boa qualidade, ocupando um espaço que anteriormente era ocupado apenas com o capital intelectual local. Os EUA estao passando por esta adaptação a este novo modelo de operação e um bom exemplo são os trabalhos desenvolvidos à distância em outros países. A Índia destaca-se pela produção de software (é um país que possui uma grande população não-Inglesa que fala Inglês) e destaca-se também pela utilização de sua mão de obra em Call Centers onde muitas empresas americanas terceirizaram seus setores de vendas por telefone para empresas da Índia. Diversidade é para nós brasileiros uma competência “de formação” e que devemos explorar muito além do que estamos fazendo. Teremos dois grandes eventos: a Copa do Mundo em 2014 e as Olímpíadas em 2016 nos quais poderemos aplicar estas nossa habilidade porém certamente os que estiverem melhor preparados sairão na frente. Ainda falando sobre Diversidade existem aspectos que passam pela inclusão social de classes ou indivíduos que anteriormente eram renegados a subempregos ou à informalidade: portadores de deficiência, idosos, homens, mulheres, etc e que nestes casos já existem ações (ainda pequenas) para a aceitação e convívio com os representantes destes grupos sem qualquer forma de retaliação.

Resiliência no trabalho
RESILIÊNCIA: somos naturalmente um povo resiliente (a Física define resiliência como a capacidade de um material de sofrer tensão ou deformidade e recuperar seu estado normal após suspensa a ação sobre ele). Este mesmo conceito se aplica às pessoas que têm a capacidade de manterem-se em pleno estado de desenvolvimento ou movimentação em direção a uma meta tão logo as dificuldades encontradas cessem. Quem de nós já não disse ou ouviu a seguinte frase: “Sou brasileiro e não desisto nunca”.

Resiliência: segundo o dicionário Aurélio é “a propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de tal deformação elástica”.




Loja da Ricardo Eletro
 EMPREENDEDORISMO: somos o 13° país mais empreendedor do mundo (2008) o que revela a nossa capacidade de buscar algo a mais mesmo em ambientes considerados desfavoráveis devido à inflação, impostos elevadíssimos e até pela falta de apoio do governo nas questões de amparo técnico para a criação das empresas. O índice de mortalidade das empresas no seu primeiro ano de vida ainda é muito alto (caiu de 35% para 27% em SP) e menos de 50% chegam a completar 5 anos de vida. Segundo o SEBRAE somente em SP existem 2,6 milhões de empreendedores informais (não possuem CNPJ) e 1,3 milhões de empreendedores formais (possuem CNPJ) sendo que nos dois casos as áreas de atuação são o Comércio (55%) e a Prestação de Serviços (35%).

Neste quesito destacamos um grande empreendedor dos últimos tempos: Ricardo (Nunes) Eletro que iniciou sua trajetória em 1989 vendendo bichinhos de pelúcia e produtos eletrônicos em uma loja de 20 m2. Com uma propaganda agressiva foi ganhando espaço e se tornou em uma grandiosa rede de eletrodomésticos, eletrônicos, informática, móveis e utensílios no Brasil. Em Março uniu-se com a rede Insinuante resultando na holding Máquina de Vendas com mais de 750 lojas em 23 estados brasileiros.

Um termo muito comum e que é usado de forma pejorativa é a gambiarra (em alguns lugares usa-se guaribada também) cujo significado predominante é: extensão de luz (aquela seqüência de lâmpadas ligadas em paralelo, muitas vezes usadas em quermesses ou festas juninas). Aqui temos duas condições que conflitam de forma bastante curiosa:

(1) gambiarra como solução criativa para um problema (jeitinho bom) e que é louvável. Quem de nós já não teve que inventar um dispositivo “MacGyver” (série de TV onde o protagonista tinha sempre uma combinação de materiais para criar um artefato que solucionava seu problema) para resolver um pequeno probleminha de última hora. Uma barra de calça que descostura certamente pode ser colada por dentro com fita crepe ou isolante. Neste exemplo lembro que tempos depois passaram a comercializar um produto com esta mesma finalidade. Você não vai chegar atrasado na festa, certo?

(2) gambiarra como solução permanente do problema e meio de se fazer algo de forma errada conscientemente (jeitinho ruim). Isolar emenda de fios com veda-rosca ou fita de papel ao invés de colocar uma conexão ou fita isolante. Nestes casos os riscos são iminentes e através da repetição passamos a entender o errado como sendo o certo. Isso é muito perigoso!

Dê uma olhada nestas gambiarras aqui em baixo.
(Posicione o mouse sobre as figuras para parar a movimentação)


Sem dúvida somos um povo trabalhador e que tem características muito importantes que todo grande empresário precisa ter para gerir seu negócio apenas devemos ficar muito atentos aos nossos possíveis deslizes dada a nossa histórica capacidade de não levar a vida tão a sério (o Jeitinho ruim). Somos, pelo conjunto da obra, adaptáveis às mais diversas situações e sabemos discernir o que é o certo e o que é o errado, isto é fato!

O Canal Futura exibiu uma série de 13 programas idealizados por Antônio de Andrade, sócio da produtora independente Filmes do Serro e que tiveram como consultor o antropólogo Roberto DaMatta. Estes programas buscavam retratar pessoas comuns e o que elas faziam para sobrepor as dificuldades encontradas. A criatividade, a capacidade de empreender e o otimismo face às dificuldades eram o carro chefe dos personagens do programa. Assita o vídeo e note a felicidade destas pessoas. É impressionante!

                                                   

Precisamos aprender muito com eles a nos comprometer em fazer o que é CERTO. Então não perca tempo e use o seu Jeitinho (BOM) Brasileiro onde você estiver.

BlogBlogs.Com.Br

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O “Jeitinho” (ruim) Brasileiro: um texto para refletir.


Zé Carioca - o malandro
Você certamente já falou ou ouviu falar do nosso internacionalmente conhecido “Jeitinho” Brasileiro. Certo? Você já refletiu sobre a influência que ele tem sobre as suas decisões ou sobre as ações que você toma no seu cotidiano? Você já se sentiu prejudicado ou beneficiado por uma situação em que o outro lado deu um “jeitinho” e a situação ficou bem diferente do que seria o normal? Então está na hora de você entender melhor porque somos assim e o que podemos (e devemos fazer) para que esta situação mude e passemos a ser vistos por nós mesmos e pelo resto do mundo como pessoas sérias, honestas e que seguem regras, ordens ou leis (neste artigo não vou abordar o jeitinho como forma de improviso bem sucedido e legal na solução de problemas).

O “Jeitinho” Brasileiro traduz-se pela ação tomada (conduta) diferentemente daquilo que a lei (ordem ou regra) versa sem que a diferença implique em punição para o infrator. É um processo típico onde alguém dribla a lei para atingir um objetivo uma vez que seguindo estas determinações não alcançaria seus objetivos. O problema se agrava pela repetição destes atos nos levando a desobediência a horários, regulamentos, desrespeito aos direitos de classes (idosos, crianças, consumidor, etc) bem como a uma aceitação do errado pelo certo assegurado pela certeza da impunidade e provocando uma alteração do controle social e da competição. Para entendermos melhor este assunto vamos imaginar a seguinte situação em que você passa num exame ou concurso e tem uma data para entregar alguns documentos exigidos para a matrícula e cuja exigência destes documentos já era de seu conhecimento no ato da inscrição (lá no início do processo). A esta altura você já entende que negligenciou a necessidade do documento e deixou de iniciar o processo para adquiri-lo, certo? Então chegada a hora da matrícula o documento é solicitado e você não possui. Da forma como as situações se resolvem atualmente você tem 100% de certeza que terá um novo prazo para entregar o documento, certo? A sua resposta deveria ser ERRADO. Se você respondeu CERTO, só há uma razão: VOCÊ já está contaminado pelo “Jeitinho” Brasileiro. Não se preocupe ainda há tempo para você se corrigir. Nesta história anterior, diante de uma necessidade já conhecida, o correto seria você providenciar o referido documento desde o instante em que fez a inscrição, mas a certeza da impunidade te leva a um relaxamento natural que é validado quando o funcionário te dá mais um tempo para você entregar o documento para ele (abrindo espaço para propinas, favores, presentes, etc). Isso tudo precisa acabar! Os nossos interesses não podem sobrepor às regras que a sociedade deve seguir e nós somos parte desta sociedade. Se não mudarmos o nosso comportamento, a cultura do favorecimento pessoal se torna uma instituição legalizada pela ação contrapondo aquilo que fora estabelecido.

A Constituição rasgada
Num estágio inicial, o “Jeitinho” Brasileiro não se traduz em ganho monetário, ele se faz valer apenas da quebra de regras estabelecidas em função de um julgamento pessoal sobre uma determinada situação que no exemplo anterior seria o funcionário aceitar a sua matrícula sem que você tenha entregado o documento (aquele que você não providenciou) por entender que não é justo alguém passar num concurso e não poder efetuar sua matrícula porque “não tem um documento”. Dada à sua pouca influência social, o “transgressor” (aquele que dá o jeitinho) passa a ser considerado em um novo patamar ou posição uma vez que solucionou um determinado problema mesmo que contrariando uma norma. Neste caso não há corrupção (ainda) mas a pessoa que cede, o faz por seu próprio julgamento e por entender que a regra é inadequada. Importante ressaltar que não há uma alteração ou aprimoramento das regras estabelecidas uma vez que as mudanças têm caráter pessoal, emocional ou até social e não são comunicadas ou identificadas por alguém de direito e dessa forma não permite correções. O “ser bonzinho” ou “agir com o coração” transforma o errado em certo e nos faz perder a noção de civilidade e ética. Daí para evoluirmos para a corrupção é só uma questão de tempo ou de oportunidade.

Você se lembra do comercial do cigarro Vila Rica que foi veiculado na década de 70 em que o jogador Gérson (campeão do Mundo na Copa de 70) dizia que gostava de levar vantagem em tudo? Desta época em diante surgiu a “Lei do Gérson” como ficou conhecida toda e qualquer atitude onde alguém levava alguma vantagem em uma negociação. Tempos mais tarde numa tentativa de se recuperar o mesmo jogador protagonizou outro comercial onde dizia que “o melhor do Brasil é o brasileiro”, mas desta vez sem muito sucesso. Essa “vantagem em tudo” até hoje representa, em grande parte, a forma de pensar de muitos de nós que entende que levar vantagem em tudo significa também burlar regras e leis.

(O vídeo a seguir não deve ser interpretado como um incentivo ao fumo, serve apenas como parte do contexto deste artigo)

                                                  

Historicamente o nosso país aprendeu a negociar baseando-se em laço de amizades como sendo premissa para então existir o negócio propriamente dito o que nos colocou e ainda coloca como diferenciados (negativamente) entre os demais países da Europa, da América do Norte, Ásia e até de alguns dos países da América do Sul. Alguns dos nossos grandes críticos deste assunto colocaram claramente suas idéias desde o final do século XIX e início do século XX: Machado de Assis foi grande crítico do comportamento e personalidade de nosso povo; Mário de Andrade, um dos líderes do movimento Modernista brasileiro, buscava uma identidade autenticamente brasileira quando criou o personagem Macunaíma - o herói sem nenhum caráter, cuja frase principal era: - Ai que preguiça! Não foi à toa que Mário de Andrade criou estes traços de personalidade (preguiçoso, matreiro e mutreteiro) além da mistura de branco, negro e índio para o seu personagem. Mário de Andrade não fazia nada sem que houvesse um profundo estudo sobre o assunto.
Machado de Assis
Mário de Andrade

É de longa data que somos conhecedores de muitas frases nossas que traduzem situações muito semelhantes sobre o nosso jeito de ser:

“Amigos, amigos; negócios à parte” - uma tentativa de demonstrar que aquela relação não teria influência do “jeitinho” brasileiro.

“Aos inimigos, as leis; aos amigos, tudo” – neste caso demonstrando claramente o favorecimento através do lado emocional e social.

“Jogar para debaixo do tapete” – como uma forma de esconder o erro e deixar a situação como está.

“Você sabe com quem está falando?” – uma pergunta que impõe um posicionamento de superioridade (pelo desconhecimento da pessoa ou de sua posição social) levado como uma forma de burlar uma regra previamente estabelecida sem apresentar inicialmente o transgressor.

“Aqui quem manda sou eu” – quando dita por alguém de menor poder ou influência, traduz-se pela demonstração clara de influência e decisão sobre o processo ou regra estabelecida em benefício ou favorecimento de outrem.

A nossa forte tendência à cordialidade, tolerância e conciliação propicia um ambiente em que a informalidade, o “bom senso” (julgamento próprio) e simpatia sobrepõem às regras. Olhando pelo lado dos negócios nota-se que no final da linha estes atos alteram enormemente os nossos custos de produção por requerer fiscalizações excessivas, inspeções muitas vezes desnecessárias e geração de novas regras tanto nas esferas públicas e privadas. Já não existem mais os contratos feitos no “fio do bigode” onde a palavra tinha valor. Olhe ao seu redor e veja quantas atividades poderiam ser removidas do seu cotidiano caso cada um de nós fizéssemos a nossa parte em concordância com a sociedade e não com o nosso julgamento apenas.

Periodicamente participo de reuniões com pessoas de outras nacionalidades e posso lhe assegurar que a nossa imagem não é nada agradável diante dos olhos destas pessoas e, invariavelmente, temos que “matar um leão” (me desculpem os defensores dos animais) por dia para provar que somos honestos, sabemos cumprir horários e respeitamos os regras e o direito dos outros. Isso não é nada bom! Se você tem algum amigo brasileiro que vive em outro país, aproveite esta oportunidade e pergunte a ele como somos vistos por estas pessoas Você certamente vai ficar chocado com o que vai ouvir se é que ainda não ouviu.

Brasil - a bola da vez

Por último quero esclarecer que apesar de toda esta situação existem muitas pessoas que se desvencilharam deste estigma de (má) formação cultural que envolve o nosso país (Graças a Deus!) e apenas ainda são em número muito reduzido. Cabe a cada um de nós iniciarmos, mesmo em passos pequenos, uma corrida para mudar o curso desta história, são atitudes simples que resultarão em modificações radicais na natureza do nosso comportamento diante das situações a que somos expostos. Nós temos a obrigação de fazermos um país melhor para nós e para os nossos filhos.


Você não precisa levar vantagem em tudo.

Diga NÃO ao “Jeitinho” (ruim) Brasileiro!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Expressões Idiomáticas Inglês-Português & Português-Inglês. (Fale e escreva igual a seus amigos americanos).


Certamente um bom profissional precisa ter como recurso pelo menos o conhecimento da língua Inglesa no seu currículo, certo? Certíssimo e isso é o mínimo que se pode ter na bagagem. Agora para você se expressar de uma forma ainda mais parecida com os nativos da língua Inglesa você precisa usar as Expressões Idiomáticas que são figuras de linguagem que te ajudam a expressar melhor o sentido ou idéia que você quer passar. Muitas vezes elas são compostas de palavras que individualmente possuem um significado totalmente diferente, mas juntas têm um sentido ou significado conhecido na língua de origem (neste caso o Inglês). Não há, na maioria dos casos, como se fazer uma tradução literal pois em alguns a frase pode até ficar engraçada mas não vai ter o menor sentido. Imaginemos as seguintes Expressões Idiomáticas: “A man can die only once” cuja tradução literal seria “Um homem pode morrer apenas uma vez”. Na realidade esta expressão quer dizer “Imprevistos sempre acontecem”.

Vamos então listar algumas destas expressões fazendo uma brincadeira entre o que seria a tradução literal e a expressão correta. Veja no quadro abaixo.



Tudo isso pode parecer engraçado, mas ainda esta semana enquanto conversava com um amigo ouvi a seguinte história: uma empresa contratada para traduzir um manual de procedimentos cometeu o erro ao traduzir literalmente uma sentença onde aparecia a expressão dead man que estava relacionada a um dispositivo de segurança para o abastecimento de aeronaves no solo. A tradução literal ficou mais ou menos assim: “...após abrir a janela de inspeção apertar o homem morto para destravar o engate...”. É obvio que isso virou uma piada nos corredores da empresa e todos os colaboradores passaram brincar dizendo que “se sob pressão até um homem morto tende a fazer alguma coisa então os vivos que se cuidem”. A rádio peão teve noticiário por muito tempo... Este cuidado é muito importante quando tentamos nos fazer entender pois o tiro pode sair pela culatra.

O contrário também pode acontecer caso um brazuca meio descuidado tente passar para o Inglês uma expressão usual em Português. “A vaca foi para o brejo” é uma expressão que não pode ser traduzida como “The cow went to the swamp” pois não terá entendimento por parte de quem ouvir ou ler. Outro exemplo é a nossa expressão “Pagar o pato” que poderia ser traduzida, erroneamente é claro, por “To pay the duck”, mas o correto é “I was the goat”. Enquanto escrevia esta postagem lembrei-me de uma publicação do grande desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor Milton Viola Fernandes ou como é mais conhecido por todos nós Millôr Fernandes: THE COW WENT TO THE SWAMP onde, com inteligência e uma pitada de humor, ele faz traduções literais Português-Inglês. Vale à pena acessar o link http://www2.uol.com.br/millor/aberto/thecow/thecow/cowa.htm e dar uma olhada nas traduções literais do Millôr.

Você gostaria de receber uma listagem com mais de 2700 Expressões Idiomáticas “Português-Inglês” e “Inglês-Português”? É isso mesmo! Mais de 2700 expressões que vão te ajudar a melhorar a sua comunicação falada e escrita e vão deixar seus amigos e colegas de trabalho de queixo caído. E o seu chefe então, vai até pensar até em uma promoção pelo seu esforço, dedicação e crescimento profissional. Para você receber este arquivo e começar logo o seu aprimoramento em Inglês você tem quatro opções:

1- ENTRE EM CONTATO CONOSCO clicando no ícone igual a um envelope de cartas lá no início alto do blog.
2- Clique em COMENTÁRIOS e deixe um recado sobre o blog ou esta postagem e nele coloque seu  email.
3- Enviar email para natanael_filho@terra.com.br solicitando o arquivo.
4- Acessar o link para baixar o arquivo http://www.megaupload.com/?d=KF4TK6XY

Bom, mais fácil do que isso impossível. Agora uma coisa é certa, é bom você deixar este arquivo disponível no seu computador pois somente com a prática diária é que você vai chegar lá ou será que você vai querer falar assim

                                     

                                               Tenho certeza que It’s worth while!


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Princípios Lean e os Sete Desperdícios: uma forma de reduzir custos.



Você já parou para observar quantas vezes teve que fazer (ou re-fazer) uma determinada tarefa em casa ou no trabalho? Você já se pegou aguardando um documento ou informação que nunca chega até você? Você já... Se continuássemos a elaborar perguntas semelhantes, esta postagem ficaria igual a uma conversa com respostas monossilábicas: SIM, SIM, SIM! Certo? Então está na hora de mudar um pouco esta situação para que você consiga mais facilmente alcançar os seus objetivos quando vai às compras, na sua empresa e até em casa. Tudo isso que ocorre e que separa você do seu objetivo chama-se Muda (palavra japonesa que significa desperdício e pronuncia-se mudá) e esta relacionada a qualquer atividade humana que consome recursos, mas não gera Valor. Importante ressaltar que apesar da sua origem ser no chão de fábrica, os Princípios Lean se aplicam aos escritórios ou setores administrativos privados e até públicos (não sei porque lembrei daquela música: “Sonho meu... sonho meu... vai buscar quem mora longe, sonho meu.”)

No início do século um executivo da Toyota chamado Taiichi Ohno (1912-1990), considerado o maior crítico do desperdício, identificou 7 formas diferentes de desperdício que são facilmente encontradas nos mais diversos tipos de negócios, em pequenas e grandes empresas, em casa e até mesmo num destes quiosques onde paramos para comprar um lanche no final da tarde. Para entendermos melhor estes desperdícios devemos antes entender quais Princípios Lean (as nossas referências) serão usados como base para a identificação e visualização correta de cada um destes 7 desperdícios. O que queremos ao final é fazer mais com menos: menos esforço, menos equipamentos, menos espaço, menos tempo, ficando próximo da perfeição que é o desejo do nosso cliente.


Os Cinco Princípios Lean são os seguintes:

Valor: ponto de partida para o Lean ou Pensamento Enxuto e deve ser definido pelo cliente final. Muitas empresas criam ciclos de debates tentando criar conceitos sobre o que seus produtos entregam de valor aos seus clientes (ledo engano), mas Valor é função do cliente e ponto final. Se optar por fazer esta mesma reunião então convide um cliente ou eleja um representante do seu cliente neste mesmo fórum. Valor é o ponto de partida do Pensamento Enxuto.

Cadeia (ou Fluxo) de Valor: Identificação do conjunto de atividades necessárias para desenhar, desenvolver, ordenar e prover um produto, serviço ou até a combinação dos dois. Existem três tipos de processos: os que geram valor para o cliente final, os que não geram mas são necessários ou importantes como processos de manutenção, qualidade, regulamentos, normas (muda tipo 1) e os que realmente não agregam qualquer valor (muda tipo 2). Estes são os nossos principais inimigos e devemos atacá-los já no início da nossa luta contra os desperdícios.

Fluxo Contínuo: conhecido o Valor e identificada a Cadeia de Valor devemos então (uma vez já eliminados os desperdícios que serão apresentados a seguir) pensar em gerar Fluxo Contínuo aos processos e para isso precisaremos mudar alguns conceitos pré-existentes, pois o grande problema na geração de Fluxo Contínuo é o fato de ser Contra-Intuitivo. Apresar de estimulante, esta é uma das fases mais difíceis do processo, pois o nosso pensamento normalmente trata de trabalhos em lotes ou “departamentalizados” o que efetivamente não cria Fluxo Contínuo.

Produção Puxada: nada deve ser produzido até que o cliente final sinalize sua necessidade, é uma inversão do fluxo produtivo. Se pensarmos na produção de livros, boa parte é destruída ou reciclada se a produção for muito maior que a demanda. Devemos pensar também na preparação necessária para atender as solicitações do cliente final.

Perfeição: considerando-se que já especificamos o que é Valor (definido pelo cliente final), já estabelecemos a nossa Cadeia de Valor e eliminamos os desperdícios, geramos Fluxo às nossas operações e processos e aguardamos o sinal do nosso cliente para puxar a nossa produção devemos então buscar continuamente a Perfeição através da criação de valor. Ter total transparência dos processos eleva a participação de todos os envolvidos (empregados, clientes, distribuidores, terceirizados, etc) na busca do aprimoramento contínuo.

“Alcançar a Perfeição é impossível, mas o esforço para prevê-la nos dá inspiração e direção essenciais para progredir ao longo do caminho”. James Womack – Lean Thinking



Agora que já sabemos qual é o nosso “Norte” vamos então entender quais são os desperdícios (muda tipo 2) para então eliminá-los. Antes, porém temos algumas dicas importantes:
- Aperfeiçoe seus processos antes de automatizá-los (máquinas e computadores), pois mesmo sendo executados mais rapidamente você não terá eliminado os desperdícios.
- Maximize os Recursos Humanos antes de comprar soluções.
- Inicie sempre pelo Valor e este deve ser definido pelo cliente.
- O que os clientes querem: produtos e serviços adequados, na hora certa, na quantidade certa, com custos condizentes e sem defeitos.

Vamos então conhecer os 7 Desperdícios que podem ocorrer em qualquer uma das fases da geração de produtos ou serviços na sua empresa.

Espera ou Tempo Ocioso: tempo em que operadores ou máquinas ficam parados aguardando itens requeridos para completar uma tarefa (informações, materiais, suprimentos, documentos, assinaturas, etc). Neste caso levamos em consideração homens e máquinas durante parados por atrasos e não pela ausência completa de serviço, pois aí já é outro problema.

Movimentação de Pessoas: quaisquer deslocamentos de pessoas (na busca por materiais ou informações) que não agregam valor ao produto ou serviço. Estações de trabalho mal projetadas, etc. Você já se viu andando de um lado para o outro buscando aprovações que muitas vezes o aprovador seque lê o que está aprovando?
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Excesso de Processamento: qualquer esforço ou tempo gastos e que não adicionam Valor à Cadeia de Valor. Duplicidades de testes sem um propósito claramente definido, coleta de dados além do necessário, etc.







Estoque ou Inventário: excesso de materiais armazenados aguardando processamento. Compras por lotes além do necessário, compras de saldos, produção superior à demanda, etc







Movimentação de Itens: transportar desnecessariamente informações ou materiais de uma estação de trabalho para outra ou de um setor para outro. Número reduzido de ferramentas de baixo custo, layout ruim, etc

Excesso de Produção: produzir informações ou serviços além do que o cliente final solicitou. Pode ser desde materiais ou até em relatórios ou planilhas com um sem número de colunas onde você simplesmente queria a listagem com o nome e código dos seus 10 principais clientes.




Reparar defeitos ou re-trabalho: tempo gasto consertando ou retrabalhando materiais ou informações. Testes incompletos, soldagens deficientes, etc

E aí? Será que já dá para você olhar para a sua empresa e notar alguma forma de desperdício? Que tal perguntar aos seus clientes o que eles vêem como tarefas que não agregam Valor? Está com receio de ouvir algo que não goste? Este já é um indicativo de que seus processos precisam passar por alterações para eliminar os muda (desperdícios). Reúna sua equipe e tente mapear cada uma das etapas da produção de bens ou serviços. Se precisar da nossa ajuda entre em contato.


Veja a beleza deste comercial onde tantas ações acontecem para fazer a propagada do veículo e seus produtos e acessórios. Se analisado sob a ótica do Lean estas ações seriam eliminadas bastando ligar o veículo.

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Eliminar os desperdícios é a maneira mais fácil de potencializar a manutenção do lucro de sua empresa. A prática constante destes princípios Lean certamente conduzirá sua empresa, não importando o tamanho ou o trabalho executado, a alcançar mais facilmente metas e objetivos além de ser uma forma de motivar sua equipe na busca da Perfeição. Os seus clientes certamente vão agradecer!